Quem está em vantagem, e até onde vai essa conclusão
Flávio sai do primeiro turno em vantagem. Lula precisa reverter 2,22 milhões de votos.
Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula (PT), 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual, ou 2.224.965 votos. Isso coloca Flávio à frente no ponto de partida do segundo turno.
A vantagem pode ser revertida. O resultado de 25 de outubro dependerá de quem mantém o voto, de como se dividem os votos dos candidatos eliminados e de quem passa a votar ou deixa de comparecer.
Quanto cada um tem de chance? Este estudo não tem uma estimativa validada de probabilidade. As simulações mostram o que acontece sob hipóteses escolhidas pelo estudo; servem para testar cenários, não para medir a chance real de vitória. Por isso elas ficam na parte técnica.
Os seis pontos principais
Como ler os campos políticos e os termos do estudo glossário
Campos políticos (classificação do estudo). Direita = PL, Novo e Missão. Centrão = União/PP, Republicanos, Podemos, Avante, PRD/Solidariedade, Agir, Mobiliza e Democrata: a literatura acadêmica os põe na direita, e o estudo os separa porque negociam com governos dos dois lados. Centro = MDB, PSD e PSDB/Cidadania. Esquerda = PT/PCdoB/PV, PSB, PSOL/Rede e PDT. Referência: Bolognesi, Ribeiro e Codato (revista Dados, 2023). Dois partidos são posteriores a esse levantamento: o Missão, criado a partir do MBL e registrado em novembro de 2025, se define como "direita tecno-otimista" (liberalismo econômico, responsabilidade fiscal, conservadorismo social e endurecimento penal) e fica na direita; o Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), renomeado no fim de 2025, é uma sigla pequena de centro a centro-direita, com conservadorismo social, e fica no centrão. Não confundir com o antigo Democratas (DEM), que se fundiu ao PSL para formar a União Brasil.
Flávio terminou 1,87 ponto à frente, longe dos 50%
Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. Os outros candidatos somaram 9,32 milhões de votos, mais de quatro vezes a diferença entre os dois.
Votos válidos do 1º turno Fato
Votos válidos são os dados a candidatos; brancos e nulos não entram na conta. Para vencer no 1º turno, era preciso passar de 50%.
O que os 158,7 milhões de eleitores fizeram no domingo Fato
Cada fatia mostra o que os eleitores aptos fizeram. Os nulos incluem 5.246 nulos técnicos; 423 eleitores sem informação no arquivo ficam fora das categorias.
Ver detalhes comparação com 2022
Lula marcou 48,43% no 1º turno de 2022, contra 43,20% de Jair Bolsonaro. Em 2026, Lula tem 45,16% (3,27 pontos a menos) e Flávio, 47,03% (3,83 pontos a mais que Jair). A diferença inicial mudou cerca de 7,10 pontos a favor do candidato do PL. Isso mostra mudança no placar, não que os mesmos eleitores trocaram de lado: candidatos, comparecimento e contexto também mudaram. Referência: Senado, 1º turno de 2022.
Dividir igualmente os votos dos eliminados mantém Flávio na frente
Se quem votou nos dois finalistas repetir o voto, Lula precisa de mais de 61,9% dos votos dos candidatos eliminados para virar, e Flávio precisa de pouco mais de 38% para se manter à frente. Isso explica a condição de vitória de cada um; não diz qual divisão vai acontecer.
O que cada candidato precisa, com a mesma régua FatoHipótese
| Flávio Bolsonaro | Lula | |
|---|---|---|
| Ponto de partida | 2,22 milhões de votos a mais | 2,22 milhões de votos a menos |
| Condição geral | Terminar com mais votos válidos, preservando o saldo positivo depois de todas as mudanças | Conseguir uma melhora líquida maior que 2,22 milhões em relação ao 1º turno |
| Se as bases se mantiverem e todos os eliminados votarem | Precisa de pouco mais de 38% dos votos dos eliminados | Precisa de pouco mais de 61,9% dos votos dos eliminados |
| O que pode mudar a conta | Os mesmos movimentos para os dois: perdas da própria base, novos apoios, troca direta de voto e mudança no comparecimento | |
| O que os resultados não dizem | Quanto desses movimentos vai acontecer, e a favor de quem | |
Um exemplo: o que acontece com cada divisão dos votos dos eliminados Hipótese
Imagine que quem votou nos dois finalistas repita o voto e que todos os 9,32 milhões de votos dos eliminados sejam redistribuídos entre eles. A linha pontilhada é a metade.
O que muda a diferença, voto a voto
- Um eleitor que troca de Flávio para Lula muda a diferença em 2 votos: um sai de um lado e entra no outro.
- Um eleitor novo que vota só em Lula muda a diferença em 1 voto.
- Um milhão de votos novos divididos 60% a 40% reduz a vantagem em 200 mil, não em um milhão.
- Um milhão para cada lado não muda nada na diferença.
Três formas de medir o tamanho da virada Fato
São três maneiras de expressar a mesma distância, não exigências que se somam.
- 2.224.966 votos novos líquidos de Lula, se a votação de Flávio não se mexer.
- 1.112.483 trocas diretas de Flávio para Lula, porque cada troca vale 2.
- 61,94% dos votos dos eliminados, se as bases ficarem intactas.
FatoO líder do 1º turno venceu os 7 segundos turnos presidenciais desde 1989 (1989, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022). É um retrospecto favorável a Flávio, não uma regra.
Teste uma hipótese
Escolha quanto dos 9,32 milhões de votos dos eliminados vai para cada lado (o restante deixa de votar ou anula) e quantos eleitores novos cada lado leva às urnas. Os votos do 1º turno de Flávio e Lula ficam fixos. É uma conta simples, para entender a mecânica: não calcula chance de vitória.
Ver detalhes tabela completa das divisões
Resultado entre os dois finalistas quando Lula recebe a parte indicada dos votos dos eliminados e Flávio, o restante. Bases intactas e todos votando. Retirando os eliminados e olhando só as duas bases, a divisão é 51,01% para Flávio e 48,99% para Lula. Em números exatos, Lula precisaria de 5.770.857 votos dos eliminados; Flávio, de 3.545.892.
| Lula recebe | Flávio fica com | Lula fica com |
|---|---|---|
| 30% | 52,49% | 47,51% |
| 40% | 51,71% | 48,29% |
| 50% | 50,93% | 49,07% |
| 60% | 50,15% | 49,85% |
| 65% | 49,76% | 50,24% |
| 70% | 49,37% | 50,63% |
Na vida real, parte desses eleitores deixa de votar, vota em branco ou anula, e isso muda o limiar. A seção Comparecimento mostra esse efeito.
Quem deixar de votar pode pesar tanto quanto quem mudar de voto
A abstenção foi de 21,1%. Se só um dos lados perder eleitores, a conta muda muito: uma perda de 3% apenas na base de Flávio reduziria o que Lula precisa dos eliminados de 61,9% para 52,9%.
Perdas de cada lado Hipótese
Quanto da votação do 1º turno cada um mantém e quanto dos votos dos eliminados Lula precisaria para virar, com todos os eliminados votando.
| Flávio mantém | Lula mantém | Lula precisa dos eliminados |
|---|---|---|
| 100% | 100% | 61,94% |
| 97% | 97% | 61,58% |
| 97% | 100% | 52,91% |
| 100% | 97% | 70,62% |
Quem ficou em casa: abstenção por região Fato
Percentual dos eleitores aptos que não votaram. O Sudeste, onde Flávio venceu, teve mais ausências que o Nordeste, onde venceu Lula.
Ver detalhes mais 1 ponto de comparecimento, por região
Saldo líquido se o comparecimento subir 1 ponto do eleitorado e os novos eleitores votarem como os atuais da região, inclusive na proporção de brancos e nulos. É uma hipótese: a abstenção não revela a preferência de quem faltou.
O Nordeste rende mais saldo por ponto porque a diferença ali é grande (Lula 64% a Flávio 31%), mas já tem abstenção menor que o Sudeste. Volume de ausentes não é saldo.
Nordeste com Lula; Sul, Sudeste e Centro-Oeste com Flávio
Flávio venceu em 15 estados e Lula em 12. Vencer mais estados não decide a eleição: o que conta é o saldo total de votos. Só São Paulo deu a Flávio mais de 3 milhões de votos de saldo, mais que a diferença nacional inteira.
Quem venceu em cada estado Fato
Cor mais forte = vitória mais larga. Passe o mouse ou toque para ver os percentuais.
Saldo de votos por estado Fato
Diferença entre os dois, em milhares de votos. Azul para a direita: saldo de Flávio. Rosa para a esquerda: saldo de Lula.
Placar por região (% dos votos válidos) Fato
O Sul e o Centro-Oeste deram a Flávio mais de 56%. O Nordeste deu a Lula quase 64%.
Ver detalhes os 27 estados e os apoios dos governadores
Eleitorado de cada estado no 1º turno
Estados em ordem de eleitorado; a barra é proporcional ao tamanho. Volumes em milhões. A última coluna mostra quanto muda a diferença se 1% dos votos válidos do estado trocar de um candidato para o outro; não é uma quantidade de eleitores disponíveis. SP, MG e RJ concentram 4,18 milhões dos votos dos eliminados (45% do total). O total nacional inclui o exterior.
| UF | Composição do eleitorado | Flávio | Lula | Demais | Ausentes | Abstenção | Troca de 1% (mil) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| SP | 12,922 | 9,505 | 2,456 | 7,691 | 22,54% | 498 | |
| MG | 5,778 | 5,189 | 1,010 | 3,735 | 22,81% | 240 | |
| RJ | 4,967 | 3,693 | 0,710 | 2,998 | 23,32% | 187 | |
| BA | 2,443 | 5,665 | 0,453 | 2,259 | 19,97% | 171 | |
| PR | 3,945 | 2,055 | 0,585 | 1,772 | 20,57% | 132 | |
| RS | 3,574 | 2,295 | 0,555 | 1,820 | 21,35% | 128 | |
| PE | 1,738 | 3,554 | 0,309 | 1,312 | 18,17% | 112 | |
| CE | 1,757 | 3,555 | 0,306 | 1,086 | 15,52% | 112 | |
| PA | 2,164 | 2,427 | 0,272 | 1,196 | 19,10% | 97 | |
| SC | 3,000 | 1,127 | 0,374 | 1,086 | 18,95% | 90 | |
| MA | 1,239 | 2,566 | 0,205 | 1,023 | 19,73% | 80 | |
| GO | 2,052 | 1,189 | 0,587 | 1,109 | 21,83% | 77 | |
| PB | 0,831 | 1,541 | 0,141 | 0,565 | 17,38% | 50 | |
| ES | 1,233 | 0,850 | 0,168 | 0,639 | 21,37% | 45 | |
| AM | 0,977 | 1,047 | 0,147 | 0,564 | 20,16% | 43 | |
| PI | 0,517 | 1,524 | 0,106 | 0,464 | 17,15% | 43 | |
| RN | 0,720 | 1,238 | 0,113 | 0,489 | 18,38% | 41 | |
| MT | 1,299 | 0,582 | 0,113 | 0,586 | 22,20% | 40 | |
| AL | 0,736 | 0,995 | 0,088 | 0,504 | 20,63% | 36 | |
| DF | 0,910 | 0,676 | 0,188 | 0,427 | 18,90% | 35 | |
| MS | 0,873 | 0,517 | 0,100 | 0,483 | 23,87% | 30 | |
| SE | 0,418 | 0,856 | 0,090 | 0,301 | 17,30% | 27 | |
| RO | 0,653 | 0,251 | 0,064 | 0,275 | 21,71% | 19 | |
| TO | 0,469 | 0,404 | 0,057 | 0,217 | 18,34% | 19 | |
| AC | 0,303 | 0,135 | 0,031 | 0,125 | 20,43% | 9 | |
| AP | 0,212 | 0,213 | 0,040 | 0,100 | 17,41% | 9 | |
| RR | 0,231 | 0,074 | 0,020 | 0,069 | 17,12% | 7 |
Quem os 20 governadores eleitos apoiaram no 1º turno
Segundo a CNN (05/10, 03h41): 10 com Flávio, 5 com Lula, 4 neutros e 1 com Caiado. Estados em cinza claro têm governo em 2º turno.
| UF | Governador | Apoio | Gov. | Cand. | Dif. | Venceu |
|---|---|---|---|---|---|---|
| SP | Tarcísio REPUBLICANOS | Flávio | 62,6% | 51,9% | +10,7 | Flávio 51,9% |
| MG | Cleitinho Azevedo REPUBLICANOS | Flávio | 55,4% | 48,2% | +7,2 | Flávio 48,2% |
| PR | Sergio Moro PL | Flávio | 50,1% | 59,9% | -9,8 | Flávio 59,9% |
| RS | Zucco PL | Flávio | 58,0% | 55,6% | +2,4 | Flávio 55,6% |
| PA | Dr. Daniel PODE | Flávio | 51,4% | 44,5% | +6,9 | Lula 49,9% |
| SC | Jorginho Mello PL | Flávio | 69,0% | 66,7% | +2,3 | Flávio 66,7% |
| MT | Otaviano Pivetta REPUBLICANOS | Flávio | 60,8% | 65,2% | -4,4 | Flávio 65,2% |
| MS | Eduardo Riedel PP | Flávio | 67,1% | 58,6% | +8,5 | Flávio 58,6% |
| RO | Marcos Rogério PL | Flávio | 56,9% | 67,5% | -10,6 | Flávio 67,5% |
| RR | Arthur Henrique PL | Flávio | 69,1% | 71,1% | -1,9 | Flávio 71,1% |
| BA | Jerônimo Rodrigues PT | Lula | 55,8% | 66,2% | -10,4 | Lula 66,2% |
| CE | Elmano de Freitas PT | Lula | 53,2% | 63,3% | -10,1 | Lula 63,3% |
| PB | Lucas Ribeiro PP | Lula | 64,3% | 61,3% | +3,0 | Lula 61,3% |
| PI | Rafael Fonteles PT | Lula | 70,9% | 71,0% | -0,1 | Lula 71,0% |
| SE | Fábio PSD | Lula | 59,3% | 62,8% | -3,5 | Lula 62,8% |
| PE | Raquel Lyra PSD | neutro | 53,3% | Lula 63,5% | ||
| MA | Eduardo Braide PSD | neutro | 54,0% | Lula 64,0% | ||
| AL | JHC PSDB | neutro | 52,2% | Lula 54,7% | ||
| AP | Dr. Furlan PSD | neutro | 62,8% | Lula 45,7% | ||
| GO | Daniel Vilela MDB | Caiado (1º turno) | 59,2% | Flávio 53,6% |
A diferença compara votações de cargos distintos, em pontos percentuais: não identifica eleitores compartilhados nem transferíveis. Não há, com estes dados, uma forma confiável de converter apoio de governador em votos. O Pará mostra o limite: o governador apoiou Flávio, e Lula venceu no estado (49,9% a 44,5%). Sobre Daniel Vilela (GO), há notícia de expectativa de apoio a Flávio no 2º turno, ainda não um apoio confirmado.
20 governadores eleitos; 7 estados vão ao 2º turno, dois deles apertados
Em quatro dos sete 2º turnos o líder tem vantagem ampla. Rio Grande do Norte e Tocantins estão abertos. No Rio de Janeiro, o 2º turno pode nem acontecer: depende da Justiça.
Mapa dos governadores Classificação
Cor = campo político do eleito ou do líder. Contorno amarelo tracejado = 2º turno.
Governadores por partido Fato
Eleitos no 1º turno e líderes dos 7 estados em 2º turno, contados juntos.
Os 7 segundos turnos
Rio de Janeiro: o 2º turno depende da Justiça
Garotinho (Republicanos) aparece no TSE com 274.411 votos (3,17%) marcados como anulados sub judice. Se a Justiça mantiver essa anulação, o denominador cai para 8.394.627 votos e Douglas Ruas vai a 50,88% (Paes 44,16%): eleito já no 1º turno, sem 2º turno. Se a Justiça validar os votos, vale o quadro oficial de hoje, 49,27% a 42,76%, e há 2º turno. Quem decide é o TSE; a conta é aritmética, não uma previsão do resultado do julgamento.
Os cartões mostram a vantagem do 1º turno e uma conta: quantos votos dos demais candidatos o líder precisaria receber para passar de 50%, se todos votassem de novo. Não são previsões. As simulações por estado estão na seção técnica.
Por que os governadores importam para quem for eleito Análise
- Governadores influenciam bancadas em temas regionais, como dívidas dos estados, repasses e obras.
- 24 dos 27 eleitos ou líderes são de centro, do centrão ou de direita, o que tende a pesar na negociação de qualquer presidente, em especial de um de esquerda.
- A esquerda elegeu 3 governadores (BA, CE e PI) e disputa o 2º turno no RN e no DF como 2ª colocada.
- O 2º turno estadual coincide com o presidencial: no Rio e no Rio Grande do Norte, o clima nacional pode pesar.
Ver detalhes os 27 estados e o alinhamento com o presidente
| Estado | 1º colocado | % | 2º colocado | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| Acre | Mailza Assis PP | 49,8% | Alan Rick REPUBLICANOS | 32,3% | 2º turno |
| Amazonas | Omar Aziz PSD | 40,6% | Professora Maria do Carmo PL | 24,5% | 2º turno |
| Distrito Federal | Celina Leão PP | 49,9% | Leandro Grass PT | 34,5% | 2º turno |
| Espírito Santo | Lorenzo Pazolini REPUBLICANOS | 49,6% | Ricardo Ferraço MDB | 34,1% | 2º turno |
| Rio Grande do Norte | Allyson UNIÃO | 36,9% | Cadu de Lula PT | 36,2% | 2º turno |
| Rio de Janeiro | Douglas Ruas PL | 49,3% | Eduardo Paes PSD | 42,8% | 2º turno |
| Tocantins | Professora Dorinha UNIÃO | 45,5% | Vicentinho Júnior PSDB | 43,9% | 2º turno |
| Alagoas | JHC PSDB | 52,2% | Renan Filho MDB | 47,4% | eleito |
| Amapá | Dr. Furlan PSD | 62,8% | Clécio UNIÃO | 37,0% | eleito |
| Bahia | Jerônimo Rodrigues PT | 55,8% | ACM Neto UNIÃO | 43,7% | eleito |
| Ceará | Elmano de Freitas PT | 53,2% | Ciro Gomes PSDB | 46,2% | eleito |
| Goiás | Daniel Vilela MDB | 59,2% | Wilder Morais PL | 22,0% | eleito |
| Maranhão | Eduardo Braide PSD | 54,0% | Orleans Brandão MDB | 34,8% | eleito |
| Mato Grosso | Otaviano Pivetta REPUBLICANOS | 60,8% | Wellington Fagundes PL | 23,2% | eleito |
| Mato Grosso do Sul | Eduardo Riedel PP | 67,1% | Fábio Trad PT | 23,7% | eleito |
| Minas Gerais | Cleitinho Azevedo REPUBLICANOS | 55,4% | Patrus Ananias PT | 26,3% | eleito |
| Paraná | Sergio Moro PL | 50,1% | Sandro Alex PSD | 25,4% | eleito |
| Paraíba | Lucas Ribeiro PP | 64,3% | Efraim Filho PL | 24,2% | eleito |
| Pará | Dr. Daniel PODE | 51,4% | Hana Ghassan MDB | 46,5% | eleito |
| Pernambuco | Raquel Lyra PSD | 53,3% | João Campos PSB | 44,8% | eleito |
| Piauí | Rafael Fonteles PT | 70,9% | Joel Rodrigues PP | 27,5% | eleito |
| Rio Grande do Sul | Zucco PL | 58,0% | Juliana Brizola PDT | 31,6% | eleito |
| Rondônia | Marcos Rogério PL | 56,9% | Adailton Furia PSD | 20,1% | eleito |
| Roraima | Arthur Henrique PL | 69,1% | Soldado Sampaio REPUBLICANOS | 29,2% | eleito |
| Santa Catarina | Jorginho Mello PL | 69,0% | Gelson Merísio PSB | 15,7% | eleito |
| Sergipe | Fábio PSD | 59,3% | Valmir de Francisquinho REPUBLICANOS | 37,5% | eleito |
| São Paulo | Tarcísio REPUBLICANOS | 62,6% | Fernando Haddad PT | 36,4% | eleito |
O governador acompanha o presidente do estado?
Cruzamento entre o campo do governador (eleito ou líder) e quem venceu para presidente no estado.
| Governador de direita | Governador do centrão | Governador de centro | Governador de esquerda | |
|---|---|---|---|---|
| Estados onde Flávio venceu | 6 | 8 | 1 | 0 |
| Estados onde Lula venceu | 0 | 3 | 6 | 3 |
Partidos do centro e do centrão governam estados dos dois lados da polarização presidencial. Isso sugere margem de negociação, mas não mede poder.
O PL terá a maior bancada nas duas Casas; nenhum campo tem maioria sozinho
Na Câmara, o PL elegeu 121 deputados. No Senado, terá 28 dos 81. Pela classificação do estudo, a Câmara fica com 124 deputados de esquerda, 90 de centro, 167 do centrão e 132 de direita: nenhum campo chega sozinho aos 257 da maioria.
Câmara: o plenário de 2027 Classificação
Cada bolinha é uma cadeira, da esquerda para a direita. Passe o mouse ou toque para ver o grupo.
Senado: as 81 cadeiras Fato
54 eleitos agora (parte escura) e 27 que continuam até 2031 (parte clara), pela filiação atual da lista oficial do Senado.
O que ainda pode mudar no Senado
Duas substituições já conhecidas dependem da posse nos governos: Cleitinho (Republicanos) dá lugar a Alex Diniz (PL) e Sergio Moro (PL) a Luís Felipe Cunha (União). O registro de Deltan Dallagnol (Novo-PR) tem pendência na Justiça; se a inelegibilidade for confirmada, haverá nova eleição para a vaga. Alan Rick (AC), Omar Aziz (AM) e Dorinha (TO) disputam governos no 2º turno; se eleitos, entram suplentes. Fonte: Agência Senado, 04/10.
Ver detalhes bancadas por partido, os 54 eleitos e as assembleias
Câmara: bancadas por partido ou federação
Federações votam como um bloco. *Referência de 2022: tabela oficial do TSE retotalizada até 20/07/2024, não a composição imediatamente anterior a 2026; União e PP, e PRD e Solidariedade, são somados para comparar com as federações. Em SP e MG, o TSE ainda marcava a lista nominal como parcial.
| Grupo | Campo | 2026 | 2022* | Variação |
|---|---|---|---|---|
| PL | Direita | 121 | 99 | +22 |
| PT / PCdoB / PV | Esquerda | 88 | 81 | +7 |
| União / PP | Centrão | 87 | 106 | -19 |
| PSD | Centro | 43 | 42 | +1 |
| REPUBLICANOS | Centrão | 41 | 40 | +1 |
| MDB | Centro | 36 | 42 | -6 |
| PODE | Centrão | 27 | 18 | +9 |
| PSB | Esquerda | 15 | 14 | +1 |
| PSOL / Rede | Esquerda | 15 | 14 | +1 |
| PSDB / Cidadania | Centro | 11 | 18 | -7 |
| NOVO | Direita | 10 | 3 | +7 |
| PRD / Solidariedade | Centrão | 7 | 12 | -5 |
| PDT | Esquerda | 6 | 17 | -11 |
| AVANTE | Centrão | 5 | 7 | -2 |
| MISSÃO | Direita | 1 | 0 | +1 |
Senado: os 54 eleitos agora
| Partido | Novos | Continuam | Filiação atual | Após substituições |
|---|---|---|---|---|
| PL | 19 | 9 | 28 | 28 |
| PT | 6 | 3 | 9 | 9 |
| MDB | 7 | 1 | 8 | 8 |
| REPUBLICANOS | 2 | 4 | 6 | 5 |
| PP | 3 | 3 | 6 | 6 |
| UNIÃO | 3 | 2 | 5 | 6 |
| PSD | 2 | 3 | 5 | 5 |
| PSB | 3 | 1 | 4 | 4 |
| NOVO | 3 | 0 | 3 | 3 |
| PODE | 2 | 0 | 2 | 2 |
| PSDB | 2 | 0 | 2 | 2 |
| PDT | 1 | 0 | 1 | 1 |
| REDE | 1 | 0 | 1 | 1 |
| S/PARTIDO | 0 | 1 | 1 | 1 |
Após as substituições conhecidas: direita 31, centrão 19, centro 15, esquerda 15, sem partido 1. Mudanças de partido, licenças e ministérios até fevereiro podem alterar a conta. No Acre, os 145.244 votos anulados sub judice de Gladson Cameli não mudam a colocação dele (3º).
Assembleias Legislativas
1.059 deputados estaduais e distritais (1.035 nas assembleias e 24 na Câmara Legislativa do DF). É onde os governadores precisam de maioria.
- São Paulo: o Republicanos de Tarcísio tem 6 das 94 cadeiras. Com PL, PSD e União/PP somam 51, acima dos 48 da maioria, se agirem juntos.
- Minas Gerais: o Republicanos de Cleitinho tem 4 de 77. Com PL, Novo e União/PP chega a 35, abaixo dos 39 da maioria.
- Alagoas: o MDB tem 15 de 27 (maioria própria), e o PSDB de JHC tem 2. Maranhão: MDB 17 de 42, PSD de Braide 4.
- Paraná: PL e PSD empatam em 14 de 54. Santa Catarina: PL 16 de 40; com Republicanos e Novo chega a 20, abaixo dos 21 da maioria.
- Bahia: a federação do PT tem 20 de 63. Ceará: PT/PCdoB/PV e PSB juntos têm 25 de 46.
Governador com votação larga pode ter poucos deputados do próprio partido. Isso não indica oposição; indica que a negociação será intensa.
| UF | Vagas | Maioria | Distribuição publicada | Totalização |
|---|---|---|---|---|
| AC | 24 | 13 | União / PP: 9; PL: 4; REPUBLICANOS: 3; MDB: 2; PSD: 2; PDT: 1; PT / PCdoB / PV: 1; PSDB / Cidadania: 1; NOVO: 1 | final |
| AL | 27 | 14 | MDB: 15; União / PP: 5; PT / PCdoB / PV: 3; PL: 2; PSDB / Cidadania: 2 | final |
| AM | 24 | 13 | União / PP: 5; PSD: 4; MDB: 3; PL: 3; AVANTE: 3; PODE: 2; PT / PCdoB / PV: 2; AGIR: 1; REPUBLICANOS: 1 | final |
| AP | 24 | 13 | União / PP: 6; REPUBLICANOS: 5; PDT: 3; PODE: 2; MDB: 2; PSD: 2; PSOL / Rede: 2; PT / PCdoB / PV: 1; PL: 1 | final |
| BA | 63 | 32 | PT / PCdoB / PV: 20; PSD: 9; União / PP: 8; PL: 7; AVANTE: 5; PDT: 5; REPUBLICANOS: 4; MDB: 2; PSDB / Cidadania: 2; PSOL / Rede: 1 | pendente |
| CE | 46 | 24 | PSB: 13; PT / PCdoB / PV: 12; PL: 6; PSD: 3; União / PP: 3; PSDB / Cidadania: 3; REPUBLICANOS: 2; PSOL / Rede: 2; MDB: 1; PRD / Solidariedade: 1 | final |
| DF | 24 | 13 | PL: 5; União / PP: 4; PT / PCdoB / PV: 3; REPUBLICANOS: 3; MDB: 3; PSB: 2; PSOL / Rede: 2; PSD: 1; PODE: 1 | final |
| ES | 30 | 16 | PL: 6; União / PP: 5; PODE: 4; MDB: 4; PT / PCdoB / PV: 3; PSB: 3; AGIR: 2; REPUBLICANOS: 2; PSOL / Rede: 1 | final |
| GO | 41 | 21 | MDB: 7; PL: 5; União / PP: 5; PRD / Solidariedade: 4; PT / PCdoB / PV: 4; MOBILIZA: 3; PSDB / Cidadania: 3; PSD: 2; NOVO: 2; PODE: 2; AGIR: 2; REPUBLICANOS: 1; PSB: 1 | final |
| MA | 42 | 22 | MDB: 17; PL: 7; PSD: 4; REPUBLICANOS: 4; PDT: 3; PT / PCdoB / PV: 2; União / PP: 2; PSB: 2; PRD / Solidariedade: 1 | final |
| MG | 77 | 39 | PL: 21; PT / PCdoB / PV: 17; PSD: 9; União / PP: 8; REPUBLICANOS: 4; PRD / Solidariedade: 3; PSDB / Cidadania: 3; PSB: 2; PODE: 2; AVANTE: 2; PSOL / Rede: 2; NOVO: 2; DEMOCRATA: 1; PDT: 1 | pendente |
| MS | 24 | 13 | PL: 9; União / PP: 4; PT / PCdoB / PV: 4; PSDB / Cidadania: 3; REPUBLICANOS: 2; AVANTE: 1; MDB: 1 | final |
| MT | 24 | 13 | PODE: 6; PL: 4; REPUBLICANOS: 4; MDB: 3; PSDB / Cidadania: 2; PT / PCdoB / PV: 2; União / PP: 2; PSD: 1 | final |
| PA | 41 | 21 | MDB: 13; PL: 7; União / PP: 5; PT / PCdoB / PV: 4; PSD: 3; PODE: 3; REPUBLICANOS: 2; AVANTE: 2; PDT: 1; PSOL / Rede: 1 | final |
| PB | 36 | 19 | União / PP: 10; REPUBLICANOS: 8; PL: 6; PT / PCdoB / PV: 5; MDB: 4; PSB: 3 | final |
| PE | 49 | 25 | PT / PCdoB / PV: 9; PSD: 9; PSB: 9; União / PP: 8; PODE: 6; PL: 3; MDB: 2; NOVO: 1; AVANTE: 1; REPUBLICANOS: 1 | final |
| PI | 30 | 16 | PT / PCdoB / PV: 14; MDB: 8; PSD: 5; União / PP: 3 | final |
| PR | 54 | 28 | PL: 14; PSD: 14; PT / PCdoB / PV: 8; União / PP: 6; NOVO: 3; REPUBLICANOS: 3; PODE: 3; MDB: 2; PDT: 1 | pendente |
| RJ | 70 | 36 | PL: 21; PT / PCdoB / PV: 10; PSD: 9; União / PP: 9; PSOL / Rede: 5; REPUBLICANOS: 3; PRD / Solidariedade: 3; MDB: 2; PSB: 2; PDT: 2; AGIR: 1; PSDB / Cidadania: 1; NOVO: 1; DC: 1 | final |
| RN | 24 | 13 | PL: 7; PT / PCdoB / PV: 7; União / PP: 6; PSDB / Cidadania: 3; MDB: 1 | final |
| RO | 24 | 13 | PL: 7; PSD: 3; PRD / Solidariedade: 3; NOVO: 2; PT / PCdoB / PV: 2; REPUBLICANOS: 2; União / PP: 2; AVANTE: 2; PODE: 1 | final |
| RR | 24 | 13 | União / PP: 9; PL: 5; PODE: 3; REPUBLICANOS: 3; PDT: 2; AGIR: 1; MDB: 1 | final |
| RS | 55 | 28 | PL: 12; PT / PCdoB / PV: 10; União / PP: 8; MDB: 5; PSD: 5; REPUBLICANOS: 4; PDT: 4; PSOL / Rede: 3; PODE: 2; PSDB / Cidadania: 1; NOVO: 1 | final |
| SC | 40 | 21 | PL: 16; PT / PCdoB / PV: 5; MDB: 4; União / PP: 4; PSD: 3; REPUBLICANOS: 3; PODE: 2; PDT: 1; PSOL / Rede: 1; NOVO: 1 | final |
| SE | 24 | 13 | União / PP: 6; PSD: 5; PT / PCdoB / PV: 3; REPUBLICANOS: 3; PL: 2; MDB: 2; PSB: 2; AVANTE: 1 | final |
| SP | 94 | 48 | PL: 27; PT / PCdoB / PV: 16; PSD: 9; União / PP: 9; PSOL / Rede: 9; PODE: 6; REPUBLICANOS: 6; MDB: 5; PSB: 3; MISSÃO: 1; PRD / Solidariedade: 1; NOVO: 1; PSDB / Cidadania: 1 | pendente |
| TO | 24 | 13 | REPUBLICANOS: 5; PL: 5; União / PP: 3; MDB: 3; PT / PCdoB / PV: 2; PODE: 2; PSDB / Cidadania: 2; PSD: 1; PRD / Solidariedade: 1 | final |
"Pendente" = o TSE ainda não fechou a totalização nominal (BA, MG, PR e SP). As cadeiras por partido vêm do arquivo oficial e podem mudar levemente.
Somado ao centrão, o campo de Flávio passa da maioria nas duas Casas; Lula dependeria do centrão
Com o vizinho mais próximo, os pontos de partida são bem diferentes. Na Câmara, direita e centrão somam 299 deputados, acima dos 257 da maioria; esquerda e centro somam 214. No Senado, direita e centrão somam 50 de 81; esquerda e centro, 30. A ressalva: o centrão não é aliado automático. Negocia com governos dos dois lados, cobra pelo apoio e vota de forma diferente em cada pauta.
A distância de cada campo até a maioria ClassificaçãoFato
Campos do estudo: direita = PL, Novo e Missão; centrão = União/PP, Republicanos, Podemos, Avante e PRD/Solidariedade; centro = MDB, PSD e PSDB/Cidadania; esquerda = PT/PCdoB/PV, PSB, PSOL/Rede e PDT. No Senado, após as substituições conhecidas (1 senador sem partido). Supõe que cada soma vote unida; são grupos de análise, não listas de apoio a um futuro governo.
| Medida | Campo de direita | Campo de esquerda | Leitura |
|---|---|---|---|
| Câmara: cadeiras do próprio campo (de 513) | 132 | 124 | Núcleos parecidos: diferença de 8 deputados |
| Câmara: somando o vizinho mais próximo | 299 | 214 | Direita + centrão e esquerda + centro |
| Câmara: maioria de 257 com o vizinho | passa (+42) | faltam 43 | Só a direita chega à maioria com o vizinho |
| Senado: cadeiras do próprio campo (de 81) | 31 | 15 | Distância maior entre os grupos |
| Senado: somando o vizinho mais próximo | 50 | 30 | Direita + centrão e esquerda + centro |
| Senado: maioria de 41 com o vizinho | passa (+9) | faltam 11 | Mesmo padrão da Câmara |
| PEC com o vizinho (308 e 49) | faltam 9 · passa (+1) | faltam 94 · faltam 19 | Emenda constitucional exige acordos amplos |
Se Flávio vencer: a escada até a maioria
| Etapa | Cadeiras | Acumulado | |
|---|---|---|---|
| PL + Novo + Missão | 132 | 132 | |
| + Republicanos | 41 | 173 | |
| + União/PP | 87 | 260 | 3 acima de 257 (maioria) |
| + PSD | 43 | 303 | 46 acima de 257 (maioria) |
| + MDB | 36 | 339 | 31 acima de 308 (PEC) |
Se Lula vencer: a escada até a maioria
| Etapa | Cadeiras | Acumulado | |
|---|---|---|---|
| PT/PCdoB/PV + PSB + PSOL/Rede + PDT | 124 | 124 | |
| + PSD | 43 | 167 | |
| + MDB | 36 | 203 | |
| + União/PP | 87 | 290 | 33 acima de 257 (maioria) |
| + Podemos | 27 | 317 | 9 acima de 308 (PEC) |
Exemplos aritméticos de acordos possíveis, não coalizões formadas. Supõem apoio integral e presença de todos. A ordem dos partidos em cada escada é uma escolha do estudo: o Republicanos aparece perto de Flávio por proximidade política, o que é um julgamento. O exemplo de Flávio chega a 260 deputados com Republicanos e União/PP, apenas 3 acima da maioria: quatro ausências ou votos contrários já a derrubariam. O exemplo de Lula chega a 290 com PSD, MDB e União/PP, uma margem maior, mas que exige acordos com mais partidos de fora do seu campo.
Três perguntas que transformam cadeiras em governo Análise
- Quais apoios estão confirmados? Proximidade política, apoio na eleição e compromisso com uma agenda no Congresso são coisas diferentes.
- A maioria tem margem para dissidências? Uma maioria de 260 deputados é condicional e apertada; votações relevantes costumam ter ausências e votos contrários dentro da própria base.
- Há apoio nas duas Casas, e para quais pautas? Uma aliança pode concordar em segurança pública e divergir em tributos, gastos ou reformas. Número de cadeiras não substitui essa análise.
Contar cadeiras é necessário, mas insuficiente. Presidências da Câmara e do Senado, lideranças, comissões, relação com governadores e execução do orçamento também pesam.
Quanto cada tipo de decisão exige Fato
| Decisão federal | Câmara | Senado | Como interpretar |
|---|---|---|---|
| Lei ordinária | maioria dos presentes | maioria dos presentes | Precisa haver maioria absoluta presente na Casa; não são sempre necessários 257 ou 41 votos a favor. |
| Lei complementar | 257 | 41 | Maioria absoluta dos membros. |
| Emenda à Constituição | 308 | 49 | Três quintos, em dois turnos em cada Casa. |
| Ministro do STF | não vota | 41 | Maioria absoluta no Senado. |
Referência: Constituição Federal, arts. 47, 60, 69 e 101. São exigências institucionais, não garantia de que uma soma de partidos votará unida.
O que isso significa para o mercado
Até 25/10, o principal fator é a incerteza sobre quem vence; depois, o que pesa é a política econômica do eleito e sua capacidade de aprová-la no Congresso. Os ativos mais sensíveis a essa leitura costumam ser os juros futuros longos, o câmbio e as ações de estatais e de setores regulados.
Até o 2º turno Análise
- As pesquisas de 2º turno tendem a ser o principal gatilho de oscilação, porque são a primeira medida direta de como os eleitores dos eliminados e os ausentes vão se comportar.
- Movimentos de preço nesse período refletem mudança de expectativa, não o resultado. Podem se inverter rapidamente com uma nova pesquisa ou um apoio relevante.
Política fiscal e juros Análise
- O ponto central é a credibilidade da regra fiscal e da trajetória da dívida pública. Ela se transmite à curva de juros e, por ela, ao custo de capital das empresas e ao preço das ações.
- Juros longos tendem a reagir mais a sinais sobre gasto, metas e equipe econômica do que ao placar eleitoral em si.
Câmbio e capital estrangeiro Análise
- O real costuma refletir a percepção de risco fiscal e político; períodos de incerteza eleitoral tendem a aumentar a volatilidade.
- O fluxo de investidores estrangeiros acompanha a leitura sobre previsibilidade das regras e sobre as contas públicas.
Estatais e setores regulados Análise
- Ações de estatais respondem a expectativas sobre governança, política de preços, investimentos e distribuição de dividendos.
- Energia, saneamento, infraestrutura e concessões dependem de regras definidas pelo governo e por agências; mudanças de orientação afetam esses setores primeiro.
Perguntas que o mercado fará se Flávio vencer
- Quem comandará a equipe econômica e com que orientação.
- Qual o compromisso com a regra fiscal e com as metas de resultado.
- Qual o ritmo de concessões e privatizações.
- Se o apoio do centrão (167 deputados e 19 senadores) se confirma para a agenda econômica, e a que custo.
Perguntas que o mercado fará se Lula vencer
- Se o arcabouço fiscal será mantido ou ajustado, e como.
- Qual a orientação para as estatais: preços, investimentos e dividendos.
- Qual o ritmo de crescimento dos gastos públicos.
- Como atrair o centrão, já que esquerda e centro somam 214 deputados e 30 senadores, abaixo da maioria.
Leitura de caráter informativo sobre os canais pelos quais a eleição costuma afetar os preços. Não indica direção de preços nem constitui recomendação de investimento. Decisões de investimento devem considerar o perfil, os objetivos e a orientação de um assessor.
O que observar até 25 de outubro
Para quem quer conferir as contas
As seções a seguir trazem as simulações, as premissas, as outras leituras publicadas e o método. As conclusões acima não dependem delas.
O que as simulações mostram, e o que não medem
O estudo simulou 50 mil cenários hipotéticos para a Presidência e 40 mil para cada estado com 2º turno. Os percentuais abaixo são a frequência com que cada candidato vence nesses cenários, sob premissas escolhidas pelo estudo. Não são a chance real de vitória: mudam bastante quando as premissas mudam, e não foram calibrados com resultados passados.
1. As premissas vêm primeiro Hipótese
Para onde vão, em média, os votos de cada eliminado no cenário base. São premissas do estudo, apoiadas no perfil de cada candidato, não em pesquisa. Cada simulação sorteia variações em torno delas.
| Candidato | Votos | → Flávio | → Lula | Não vota |
|---|---|---|---|---|
| Augusto Cury (Avante) Centro moderado e eleitorado evangélico; sem lado claro | 3,45 mi | 45% | 25% | 30% |
| Renan Santos (Missão) Antissistema; mais crítico do PT, mas muita abstenção | 2,68 mi | 50% | 10% | 40% |
| Ronaldo Caiado (PSD) Centro-direita e crítico do PT; maior inclinação a Flávio | 2,61 mi | 65% | 12% | 23% |
| Romeu Zema (Novo) Liberal de direita; quase todo para Flávio | 0,33 mi | 80% | 3% | 17% |
| Esquerda menor (UP, PSTU, PCB, PCO) Votam em Lula contra Flávio, muitos se abstêm | 0,20 mi | 3% | 55% | 42% |
| Outros (DC, Democrata) Pequenos, perfil conservador | 0,06 mi | 55% | 10% | 35% |
Além disso: cada finalista mantém cerca de 99% da própria votação; cada lado leva em média 1,5 milhão de novos eleitores às urnas; e uma oscilação de campanha de até 3,5 milhões de votos é sorteada em cada cenário. Em 2022, a diferença entre os dois mudou 3,4 pontos entre o 1º e o 2º turno; a oscilação reserva espaço para algo desse tamanho.
2. O resultado, sob essas premissas Hipótese
Flávio vence em 91% dos cenários com as premissas base e em 84% num cenário cauteloso, que tira 10 pontos de cada transferência a Flávio e dá 5 a Lula. A mediana das simulações dá a Flávio 52,3% dos votos válidos; 90% delas ficam entre 49,5% e 55,2%.
Distribuição do percentual de Flávio nas simulações. Cada coluna é uma faixa de 0,5 ponto. Azul: Flávio vence. Rosa: Lula vence. A linha amarela é o empate.
3. E se Lula levar mais gente às urnas? Hipótese
Frequência de vitória de Flávio (8 mil cenários por linha) quando Lula mobiliza mais eleitores do que ele entre quem não votou no 1º turno.
Cada milhão a mais tira cerca de 5 pontos da frequência de Flávio. É sensibilidade do modelo, não estimativa de comportamento.
4. Os 7 segundos turnos estaduais Hipótese
Frequência de vitória do líder em 40 mil cenários por estado, com outro modelo (transferência ao líder, perda de votos e choque de 1,8 ponto).
| Estado | Líder | Vantagem (pontos) | Precisa, a cada 100 | Frequência |
|---|---|---|---|---|
| Distrito Federal | Celina Leão | 15,5 | <1 | >99% |
| Acre | Mailza Assis | 17,5 | 1 | >99% |
| Espírito Santo | Lorenzo Pazolini | 15,6 | 2 | >99% |
| Rio de Janeiro | Douglas Ruas | 6,5 | 9 | 96% |
| Amazonas | Omar Aziz | 16,1 | 27 | 99% |
| Tocantins | Professora Dorinha | 1,6 | 43 | 65% |
| Rio Grande do Norte | Allyson | 0,8 | 49 | 65% |
Ver detalhes ponto de virada e grade de combinações
O ponto de virada
Se Flávio receber X% dos votos dos eliminados, quanto Lula precisa receber para empatar? Acima de 100% é impossível.
Com Flávio recebendo 52% desses votos (a média das premissas), Lula precisaria de 76%, o que somado passa de 100%: só com esses votos ele não vira. Para virar, Flávio teria de ficar com menos de 38% deles, ou a mobilização teria de ser muito assimétrica.
Quem vence em cada divisão
F = Flávio vence, L = Lula vence, sem mobilização extra. Cada linha é o que Flávio recebe dos votos dos eliminados; cada coluna, o que Lula recebe.
↔ Arraste a grade para o lado para ver todas as colunas.
| Flávio ↓ | 0% | 10% | 20% | 30% | 40% | 50% | 60% | 70% | 80% | 90% | 100% |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 0% | F | F | F | L | L | L | L | L | L | L | L |
| 10% | F | F | F | F | L | L | L | L | L | L | |
| 20% | F | F | F | F | F | L | L | L | L | ||
| 30% | F | F | F | F | F | F | L | L | |||
| 40% | F | F | F | F | F | F | F | ||||
| 50% | F | F | F | F | F | F | |||||
| 60% | F | F | F | F | F | ||||||
| 70% | F | F | F | F | |||||||
| 80% | F | F | F | ||||||||
| 90% | F | F | |||||||||
| 100% | F |
Outras leituras publicadas Hipótese
Números de natureza diferente: um exercício deste estudo, um preço de mercado e dois modelos feitos antes da votação. Por isso não são somados, não viram média e não formam um intervalo de consenso. Os números de terceiros foram lidos em navegador em 05/10 e não foram reverificados.
| Fonte | O que é | Flávio | Limite |
|---|---|---|---|
| Simulação deste estudo 05/10, depois da apuração | Cenários hipotéticos com premissas de transferência escolhidas pelo estudo | 84% a 91% | Frequência condicional às premissas, sem calibração |
| Polymarket, via Urna Aberta 05/10, por volta de 06h39 | Preço de contrato em mercado de previsão | 82% | Preço de mercado, não pesquisa nem modelo |
| EleiçãoBR pesquisas até 03/10 | Modelo com 61 pesquisas, feito antes da votação | 70% | Anterior ao resultado do dia 4 |
| Plano Político atualizado em 03/10 | Modelo próprio, feito antes da votação | 63% | Anterior ao resultado do dia 4 |
Como este estudo foi feito
Fonte dos números
Todos os resultados vêm dos arquivos de divulgação do TSE (resultados.tse.jus.br), com arquivo nacional de 05/10/2026 02:58:39, conferidos de novo às 07h38 de 05/10 sem mudanças: presidente, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais, nos 27 estados. A apuração aparece com 100% das seções; a totalização nacional da Presidência ainda não estava marcada como encerrada.
Fontes: TSE, Presidência · Senado, senadores em exercício · Agência Senado · Agência Brasil, RJ · TSE, Câmara 2022 · Constituição. Os números de presidente também batem com o urnaaberta.com.br.
O que é fato, classificação e hipótese
Fatovotos, percentuais, eleitos e cadeiras, como publicados pelo TSE. Classificaçãoa divisão dos partidos em esquerda, centro, centrão e direita, critério do estudo apoiado na literatura (Bolognesi, Ribeiro e Codato, 2023). Hipóteseas contas com premissas e as simulações: 50 mil cenários no base, 20 mil no cauteloso e 8 mil por linha de sensibilidade (semente fixa 26); 40 mil por estado. Não usam pesquisas. A calculadora é uma conta separada e não recalcula as simulações. Análiseas leituras de governabilidade e de mercado.
Painéis consultados e seus limites
Painéis dinâmicos: uma atualização posterior pode mudar o que aparece. O TSE foi usado para resolver diferenças.
| Fonte | O que mostra | Uso e limite |
|---|---|---|
| ElectoMaps | Presidência em 99,99% (corte 00h45), mapas e comparação territorial. | Útil para geografia. O ">99%" fala da liderança no 1º turno, não da vitória no 2º. |
| SeuImposto | Presidência em 100% (03h00), votos iguais ao TSE; 390 deputados federais marcados como eleitos. | 390 é a lista já marcada como eleita, não o tamanho da Câmara. |
| Plano Político | Apuração em 100% (03h10). Alguns percentuais de governador diferem por tratar votos sub judice. | O estudo usa os percentuais oficiais do TSE. O modelo presidencial (63% Flávio, 03/10) é anterior à votação. |
| Urna Aberta | Apuração em 100% igual ao TSE; Polymarket 82%/18% por volta de 06h39. | Preço de mercado de previsão, não pesquisa nem previsão do estudo. |
| EleiçãoBR | Projeção de 2º turno 51,5%/48,5% e chance de 70%/30%, sobre 61 pesquisas até 03/10. | Modelo anterior ao resultado; a projeção de 1º turno estava defasada. |
Limites
- As premissas de transferência são médias por perfil de candidato. Debates, escândalos e eventos de campanha não estão no cálculo.
- Decisões judiciais (votos de Garotinho no RJ, registro de Deltan Dallagnol no PR), diplomação e estabilidade de coalizões não estão certificadas aqui; a lista de pendências não é exaustiva.
- Em SP e MG (Câmara) e em BA, MG, PR e SP (assembleias), a lista nominal de eleitos estava em totalização parcial no TSE.
- Senado: os 54 eleitos vêm do TSE; os 27 mandatos até 2031 vêm da lista oficial do Senado, com as duas substituições já conhecidas. Outras suplências, licenças e ministérios podem mudar a composição até fevereiro.
- A classificação em campos é simplificada: o centrão vota ora com um lado, ora com outro, e cada partido tem alas internas.
Este material tem caráter exclusivamente informativo e analítico, com base em dados públicos. Não é pesquisa eleitoral, projeção oficial de resultado nem recomendação de investimento. A Genial Investimentos não faz campanha para candidato ou partido. Decisões de investimento devem considerar o perfil, os objetivos e a orientação de um assessor.
Estrategista de Ações, CNPI-P · Genial Investimentos
São Paulo, 05 de outubro de 2026